segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FALTA AQUI QUALQUER COISA!

Passava há dias pelo Parque de Sinçães na minha caminhada anti-colesterol, embrenhada em pensamentos vários, enquanto alguns transeuntes se dirigiam preocupados ao Centro de Emprego, outros praticavam as suas corridinhas, uma avó observava dois netos a brincar nos baloiços… e deparo com uma parede vazia.
Falta aqui qualquer coisa!
O que ficava aqui bem era…uma estátua a Nossa Senhora!
Parece impossível que ainda ninguém nesta Cidade se tenha lembrado!
Já temos uma série de rotundas, de fontes, muitas estátuas a gente mais ou menos desconhecida e não há em V.N. de Famalicão uma capelita dedicada expressamente à Mãe de Deus. Dantes existia a Igreja da Lapa – bem bonita! – mas transformou-se em Museu de Arte Sacra. Não sei se ganhou a Cultura, já que os museus, se não são visitados, acabam por não passar de armazéns de obras de arte…
O que é certo, é que nesta Cidade existe de facto grande devoção à Virgem Maria - como é apanágio de qualquer Português que se preze - manifestada publicamente pela Rua Direita que se encarrega de comover todo o Concelho durante a procissão de velas de 12 de Maio, pelos Bombeiros de Cima que sempre exigiram que a Senhora de Fátima fosse homenageada pela corporação com todas as sirenes disponíveis e por todos os tapetes de flores que têm aparecido espontaneamente no seu trajecto.
Pois bem, acho que já é hora de colmatar esta lacuna! Este 13 de Maio é o 90º aniversário das Aparições de Fátima e até Outubro ainda temos tempo de lançar a ideia, pôr mãos à obra e fazer a inauguração.
E agora as minhas sugestões:
a) Havia de ser no Parque de Sinçães! Pensei na Rotunda, mas já tem estátuas que chegue; o Parque da Juventude também. Nada de a meter na próxima rotunda ou num cantinho escondida! Penso que devia estar num espaço aprazível, ao alcance das crianças que lhe fossem levar flores, com um ou vários bancos de jardim para as pessoas idosas do Centro das Lameiras poderem descansar do passeio a rezar o terço, suficientemente visível aos transeuntes desempregados e que não envergonhe a sensibilidade estética dos frequentadores da Casa das Artes.
b) Podia ser uma Senhora de Fátima, mas não obrigatoriamente. Uma Senhora da Misericórdia, se a Santa Casa se lembrasse que também não tem ainda nenhum monumento. Mas o que ficava mesmo, mesmo, mesmo bem era que a Câmara Municipal investisse neste projecto: “Maria, Mãe da Cidade” – uma Nossa Senhora sentada num banco de jardim, com o Menino ao colo a brincar com a romã e o cacho de uvas – símbolos da Cidade e da unidade, da solidariedade, da laboriosidade, da amizade….
Que tal? Vai ser mesmo preciso fazer uma subscrição pública?

3/05/2007

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